Esta é uma das perguntas mais frequentes entre quem pretende investir em Portugal. A resposta é sim, mas por razões diferentes das que existiam há cinco anos.
Em 2025, os preços da habitação em Portugal continental aumentaram 23,4%, registando a maior valorização anual desde 1988. O número de transações atingiu também um recorde estimado de 165.000 imóveis vendidos. Estes indicadores não refletem um mercado em desaceleração, mas sim um mercado com forte dinâmica.
Há alguns anos, Portugal era ainda visto como um mercado imobiliário emergente e relativamente subvalorizado quando comparado com outras capitais europeias.
Atualmente, Lisboa apresenta um preço médio de 5.207 €/m² e o Algarve, com 3.266 €/m², tornou-se o segundo mercado mais caro do país. As oportunidades mais evidentes tornaram-se mais escassas, mas isso não significa que o investimento tenha deixado de fazer sentido. Significa apenas que exige uma análise mais criteriosa.
O pipeline residencial português cresceu 12% em 2025, mas este aumento continua insuficiente para responder plenamente à procura habitacional existente.
Enquanto esta diferença persistir, os preços mantêm um suporte estrutural importante.
A prestação média mensal diminuiu 9 € face a 2024, enquanto o volume total de crédito habitação aumentou 9,8% em termos anuais.
Esta evolução contribui para manter a atividade do mercado imobiliário.
Portugal continua a atrair compradores provenientes de França, Reino Unido, Estados Unidos e Brasil.
A qualidade de vida, a segurança e a atratividade do país continuam a ser fatores determinantes para muitos investidores internacionais.
Investir em Portugal em 2026 exige uma abordagem mais estratégica do que há alguns anos.
Já não basta comprar um imóvel em Portugal. O sucesso passa por identificar o ativo certo, na localização certa, com uma estratégia clara e alinhada com os objetivos de longo prazo do investidor.