Para muitos compradores internacionais, a aquisição de um imóvel em Portugal é feita à distância. Seja a partir de Paris, Londres, Genebra ou Dubai, o processo depende frequentemente de visitas pontuais e do apoio de profissionais locais.
Antes de marcar qualquer viagem, é fundamental definir claramente o projeto: orçamento total, tipologias pretendidas, zonas prioritárias, horizonte de investimento e utilização prevista do imóvel.
Idealmente, esta fase deve ser realizada com o apoio de um consultor local de confiança.
Uma viagem de dois a três dias dedicada às zonas selecionadas pode ser extremamente útil.
O objetivo não é visitar imóveis, mas compreender as diferenças entre bairros, ruas e ambientes locais — aspetos que fotografias e descrições online não conseguem transmitir por completo.
Durante uma estadia de três a cinco dias focada em visitas, um comprador bem preparado consegue avaliar de forma eficaz entre oito e doze imóveis.
Acima desse número, o excesso de informação pode dificultar a tomada de decisão.
Depois de identificado o imóvel, todo o processo jurídico pode ser conduzido remotamente através de um advogado em Portugal.
Uma procuração permite ao advogado assinar o contrato-promessa e a escritura em nome do comprador. Trata-se de um procedimento comum e seguro, desde que exista total confiança no profissional escolhido.
As visitas virtuais não substituem totalmente uma visita presencial. Não permitem avaliar fatores como humidade, bolor, níveis reais de ruído ou o ambiente da rua.
Além disso, fotografias tiradas com lentes grande-angulares tendem a fazer os espaços parecer maiores do que realmente são. Qualquer profissional que afirme conseguir tratar de todo o processo à distância sem recomendar uma visita física deve ser encarado com cautela.