Num processo de compra imobiliária em Portugal, algumas etapas são particularmente importantes para garantir a segurança da transação e evitar problemas futuros.
A análise da Certidão Permanente e da Caderneta Predial antes da assinatura do Contrato-Promessa de Compra e Venda (CPCV) permite identificar hipotecas não canceladas, penhoras, situações de compropriedade por resolver, divergências entre o registo e a realidade física do imóvel, bem como obras não declaradas.
Um advogado experiente consegue normalmente efetuar esta verificação em 48 a 72 horas. Efetuar um pagamento antecipado sem estas verificações representa um risco desnecessário.
As condições suspensivas, os prazos, as penalizações e as modalidades de pagamento são elementos negociáveis que devem ser definidos com rigor.
A assinatura de um contrato genérico ou a ausência de acompanhamento jurídico adequado pode colocar o comprador numa posição contratual desfavorável.
A inspeção técnica não é obrigatória em Portugal, mas é altamente recomendada para imóveis antigos ou renovados.
Esta avaliação pode revelar problemas estruturais, infiltrações de água, o estado das redes elétricas e de canalização, bem como defeitos que não são facilmente identificáveis durante uma visita comum.
Face ao valor de aquisição de um imóvel, o custo da inspeção representa um investimento reduzido.
Para compradores que recorrem a financiamento bancário, é aconselhável obter a avaliação do banco antes da assinatura do CPCV ou incluir uma cláusula de condição suspensiva de financiamento.
Uma avaliação inferior ao preço acordado pode reduzir o montante financiado e obrigar o comprador a disponibilizar um capital próprio superior ao previsto.
As dívidas de condomínio associadas ao imóvel são transferidas para o comprador no momento da transmissão da propriedade.
Qualquer valor em dívida não identificado antes da escritura passa a ser da responsabilidade do novo proprietário, tornando esta verificação uma etapa fundamental da due diligence.