Num mercado tão dinâmico como o português, falar de zonas "subvalorizadas" exige alguma precisão. O objetivo não é identificar os locais mais baratos, mas sim as áreas onde a relação entre preço atual e potencial futuro continua a ser favorável.
Barreiro, Moita, Almada e Seixal continuam a apresentar preços na ordem dos 2.300 a 2.500 €/m², menos de metade do valor médio registado em Lisboa.
Estas localidades beneficiam de excelentes ligações à capital e têm recebido uma procura crescente por parte de compradores que procuram alternativas aos preços do centro de Lisboa. Em 2025, Barreiro registou uma valorização de 32,5%.
A tendência já está em curso, mas poderá ainda não ter atingido todo o seu potencial.
Sintra destacou-se em 2025 com uma valorização próxima dos 28%.
Este crescimento poderá refletir o início de uma aproximação aos níveis de valorização observados em mercados vizinhos como Cascais e Oeiras. A ligação ferroviária a Lisboa, com tempos de viagem entre 20 e 30 minutos, e preços ainda abaixo dos 3.000 €/m² tornam a zona particularmente interessante.
Enquanto o litoral algarvio apresenta preços médios de 3.266 €/m², zonas do interior como São Brás de Alportel, o interior de Loulé e Monchique continuam a disponibilizar imóveis a preços mais acessíveis.
Estas áreas estão a beneficiar de uma procura crescente por parte de profissionais europeus em regime de teletrabalho que procuram alternativas aos elevados preços da costa.
Para investidores com orçamentos entre 200.000 € e 400.000 €, a Margem Sul de Lisboa continua a representar uma das oportunidades mais interessantes do mercado.
No entanto, estas oportunidades tendem a diminuir à medida que a procura continua a aumentar.