Porque Falham Algumas Transações Imobiliárias em Portugal?

Porque Falham Algumas Transações Imobiliárias em Portugal?

Porque Falham Algumas Transações Imobiliárias em Portugal?

Uma transação imobiliária pode falhar em diferentes fases do processo. Compreender as causas mais comuns ajuda os compradores a antecipar riscos e a estruturar a compra de forma mais segura.

 

Motivo n.º 1: Um Problema Jurídico Descoberto Após a Assinatura do CPCV

 

O comprador assina o Contrato-Promessa de Compra e Venda (CPCV) e entrega um sinal, mas mais tarde descobre, através do seu advogado, a existência de uma hipoteca não cancelada, uma situação de compropriedade por resolver ou obras não declaradas que não podem ser regularizadas.

Caso o CPCV não inclua as cláusulas de proteção adequadas, o comprador pode perder o valor entregue como sinal. Por isso, a due diligence jurídica antes da assinatura é fundamental.

 

Motivo n.º 2: Financiamento Recusado ou Insuficiente

 

A avaliação bancária pode ser inferior ao preço acordado ou o pedido de crédito pode ser recusado.

Sem uma cláusula de condição suspensiva de financiamento no CPCV, o comprador poderá perder o sinal ou ser obrigado a encontrar rapidamente capital adicional para concluir a aquisição.

 

Motivo n.º 3: Divergência Quanto ao Estado do Imóvel

 

Entre a assinatura do CPCV e a escritura, o comprador pode verificar, durante a visita antes da entrega do imóvel, que este já não se encontra nas mesmas condições em que foi inicialmente apresentado.

Estas situações podem originar conflitos entre as partes e comprometer a conclusão do negócio.

 

Motivo n.º 4: Processo de Herança Não Resolvido

 

Em Portugal, é relativamente comum que imóveis provenientes de heranças sejam colocados à venda antes de todos os herdeiros terem formalizado o seu acordo.

Quando existem vários herdeiros em desacordo ou a residir no estrangeiro, a transação pode ficar bloqueada ou sofrer atrasos significativos.

 

Motivo n.º 5: Alteração da Situação do Comprador

 

Uma separação, perda de emprego ou mudança de planos profissionais pode levar um comprador a querer desistir da aquisição após a assinatura do CPCV.

Se o contrato não estiver protegido por cláusulas suspensivas adequadas, a desistência pode resultar na perda do sinal, que normalmente representa entre 10% e 20% do valor da compra.

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