Compreender se o mercado favorece compradores ou vendedores é fundamental para definir expectativas, estratégias de negociação e velocidade de decisão.
Três dados de 2025 ajudam a caracterizar o atual momento do mercado.
A diferença média entre o preço anunciado e o preço final de venda caiu para 6,9%, o valor mais baixo desde 2022.
O tempo médio de comercialização manteve-se abaixo dos cinco meses, registando mínimos históricos pelo terceiro ano consecutivo.
Além disso, o volume de transações atingiu um recorde de 165.000 imóveis vendidos.
Em conjunto, estes indicadores apontam para um mercado que continua a favorecer os vendedores.
Nem todos os imóveis apresentam o mesmo comportamento.
Imóveis bem localizados, em bom estado de conservação e corretamente posicionados em termos de preço tendem a ser vendidos rapidamente e com pouca margem para negociação.
Por outro lado, imóveis com limitações de localização, estado ou preço podem permanecer mais tempo no mercado e oferecer maiores oportunidades de negociação.
Na prática, coexistem diferentes realidades dentro do mesmo mercado.
Os compradores devem estar preparados para agir rapidamente quando surge um imóvel de qualidade alinhado com os seus objetivos.
Esperar descontos muito significativos em ativos bem posicionados raramente corresponde à realidade atual.
As melhores oportunidades de negociação tendem a surgir em imóveis que permanecem no mercado durante períodos mais longos, sobretudo quando existem razões objetivas que justificam uma revisão do preço.
O mercado imobiliário português continua a apresentar características típicas de um mercado favorável aos vendedores.
Ainda assim, compradores bem preparados, com uma análise rigorosa dos imóveis e do respetivo posicionamento local, podem encontrar oportunidades interessantes e negociar de forma eficaz quando os fundamentos do ativo o permitem.