Uma das primeiras questões a considerar num projeto imobiliário é saber se o imóvel se destina a habitação própria ou a investimento. A resposta influencia a localização, o tipo de imóvel, a estratégia financeira e os objetivos de longo prazo.
Comprar um imóvel para viver em Portugal é, acima de tudo, uma decisão de estilo de vida.
Fatores como a qualidade das escolas internacionais, a proximidade de ligações aéreas, a conveniência do bairro e a existência de espaços exteriores tornam-se frequentemente prioritários. Quem pretende viver no imóvel está geralmente disposto a pagar mais por determinados elementos de conforto e localização.
As segundas habitações seguem frequentemente uma lógica intermédia. O imóvel é utilizado durante parte do ano e arrendado no restante período.
Esta situação é comum entre compradores do Algarve, especialmente não residentes que pretendem passar algumas semanas por ano em Portugal e compensar parte dos custos através do arrendamento de curta duração.
Os investidores que não pretendem utilizar o imóvel pessoalmente analisam outros indicadores.
A rentabilidade bruta e líquida, a facilidade de revenda, os custos operacionais e o potencial de valorização futura assumem maior importância.
Em Lisboa, a rentabilidade bruta média ronda os 4,6%. No Porto, situa-se nos 5,4%. No Algarve, imóveis de qualidade destinados ao arrendamento de curta duração podem atingir rentabilidades brutas entre 6% e 8%, dependendo da gestão e das características específicas de cada ativo.
A maioria dos compradores internacionais não se enquadra exclusivamente numa destas categorias.
Procuram um imóvel que faça sentido do ponto de vista pessoal, mas que também represente uma decisão financeiramente sólida. A verdadeira questão não é apenas escolher entre habitação ou investimento, mas compreender qual o peso dos fatores emocionais e dos fatores financeiros na decisão final.
Definir estas prioridades antes de iniciar a procura é uma etapa fundamental para construir um projeto imobiliário coerente.